
Queria dizer-te quem sou. Queria que soubesses que nunca vou ser quem você gostaria que eu fosse... desculpe-me! Mas nem eu sei se serei sempre a mesma pessoa que acho que sou. Queria que tudo fosse puro, como no início. Que pudesse ser totalmente honesta, mas a “maturidade” obriga-me a concordar que nem tudo é para ser partilhado. Porque às vezes, a verdade magoa... e eu tenho medo dela. Minhas emoções vivem numa roleta que não para de girar. Queria que soubesses que não sou completa. Que não posso dar-te o que precisas. Que não me entrego totalmente a ti, como a minha natureza me pede. Queria partilhar tantas coisas contigo e não sei até que ponto toleras o que tenho para te dizer. O que vive em mim e não consigo, cada vez menos, evitar. Quero tantas coisas, que não sei como parar de ser egoísta e exigir sempre mais. Queria não ter chegado nunca ao ponto de questionar tudo o que nos envolve. É egoísmo. Nesta minha solidão, que não partilho com ninguém. Por mais que queira, de forma egoísta, que estejas sempre do meu lado e não me deixes cair.
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